sexta-feira, 30 de maio de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

... FOI ASSIM ...

Tudo (re)começou a 23 de Setembro... Perdemos justamente alguns dos pontos em disputa, nas jornadas iniciais. Mas foi a única coisa que perdemos, não perdemos qualidade, não perdemos humildade, não perdemos fé, não perdemos querer, nem crer e... Ganhamos.
Ganhamos uma enorme vontade de dar a volta por cima e vamos dar. Acreditámos que lá mais para a frente chegaríamos a um BOM FIM. Fomos acreditando, fomos sonhando, nunca pensando nas fraquezas, mesmo sabendo que iriam estar presentes e que na altura em que iríamos necessitar algo nos iria faltar. Acreditámos, vamos continuar a acreditar.
Tou convosco, sempre... em busca desse nosso final feliz.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

TÃO BOM COMO O MOURINHO




Será que existem diferenças?

ENTENDIDOS DE FUTEBOL ...

Foi prelector no Curso de Treinadores que frequentei e costumava dizer: "O futebol é tão simples, que toda a gente pensa que entende o jogo"(Francisco Andrade). Será assim? Qualquer pessoa poderá ser treinador de futebol sem ter formação? Há uns anos atrás, depois do fiasco da selecção nacional no Mundial do México em 1986 e do caso Saltilho, Silva Resende, então Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, escolheu um seleccionador nacional que não era treinador, e contratou Juca para treinador da mesma. O papel do seleccionador era tão somente convocar os atletas, tendo o treinador que os "trabalhar", para os jogos. Assim, Juca ficava limitado pelas escolhas, tendo que se sujeitar à "matéria prima" disponível para que táctica/tecnicamente fizesse as suas opções. Hoje seria impensável uma situação destas. O tempo corre a evolução é constante, todos fazem com que o dia de amanhã seja diferente e melhor, mas há coisas que o espectador e o assíduo acompanhador do fenómeno futebolístico, pelo facto de não ter formação adequada, está em desvantagem nítida e clara, e consequentemente desconhece. Existem também aqueles que são os melhores existem depois os que pensam ser os melhores." "Trabalhar com o Figo é muito fácil, dificil é trabalhar com os que pensam que são o Figo" (Scolari). O trabalho do treinador, além dos aspectos tácticos e técnicos, tem valências a desenvolver que poderão (quase sempre o são) fazer a diferença num jogo de futebol. A saber: preparação física, preparação mental, conhecimento do adversário, condições dos campos, estudo aprofundado da forma de jogar da equipa a defrontar, para além dos condicionalismos que sempre aparecem semanalmente e que podem eventualmente modificar uma ideia pré-concebida para determinado jogo. O treinador sendo o responsável de uma equipa, (em casos é sozinho, sem colaboradores) tem que tomar as opções que entende serem as melhores. Mas muitas vezes quem está de fora, não tem conhecimento do que se passa dentro do grupo de trabalho por forma a entender e traduzir as opções tomadas. Nem sempre os melhores jogadores são automaticamente os titulares. Falhas aos treinos, problemas psicológicos/disciplinares, bem como a estratégia montada para determinado jogo, podem alterar determinada ideia consubstanciada na lógica, se é que ela existe no futebol. Se o futebol não é uma ciência exacta, também não é um livro aberto. No entanto a paixão que o rodeia, muitas vezes fazem-no ser confrontado com opiniões de leigos que não passam de um chorrilho de disparates, exactamente pelo facto de qualquer profissão, ou actividade, ter de ser exercida por quem tem habilitações para o fazer.O "A" mais "B" igual a "C", pode ser uma fórmula para muitas vivências , mas por favor exclua-se o futebol dessa teoria da simplicidade...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

COMO COMUNICAR

A preparação de um jogo começa no fim do anterior e prolonga-se até ao iniçio do mesmo. Assim o treinador deve comunicar com os seus atletas de modo a que estes tenham uma percepção exata do que é pretendido.

Durante a semana:
Preparar o discurso que vai ser utilizado no jogo;
O que se falar durante a semana é o mesmo que se irá falar durante o jogo;
Discurso coerente para não confundir os atletas;
Definir claramente os objectivos para o jogo;
Definir claramente os objectivos dos treinos;
Utilizar um discurso firme e motivador, mostrando sempre ser possuidor absoluto de conhecimento daquilo que diz.

No balneário na palestra do jogo:
Discurso não superior a 10 min;
Realçar os aspectos fortes do adversário;
Realçar no nosso modelo de jogo os aspectos fortes
Palavras de incentivo.

Depois do aquecimento e antes de entrar em campo:
Utilizar frases curtas, muito sintéticas e claramente objectivas, tais como: “serem mais agressivos e pressionantes e ter atitude suficientemente forte”;
Utilizar também a expressão “fazer a situação X que treinamos durante a semana”.

No intervalo:
Utilizar um discurso mais “agressivo”;
Fazer correcções de forma objectiva, dizer aos atletas o que é necessário corrigir e como devem fazer essas mesmas correcções;
Utilizar no diálogo reforços positivos.

sexta-feira, 28 de março de 2008

ALIMENTAÇÃO DO DESPORTISTA

Uma correcta alimentação é aquela que proporciona um bom estado de saúde ao atleta, que se traduz numa melhoria do seu rendimento desportivo e numa melhoria do seu estado de saúde a longo prazo. A alimentação pode influenciar positiva ou negativamente o rendimento dum atleta, devendo consequentemente ser orientada no sentido de não só melhorar a sua capacidade desportiva, mas também de proporcionar uma boa saúde a longo prazo. Uma alimentação correcta permite mostrar-se mais eficaz e fatigar-se menos.
Os princípios base para uma correcta alimentação do desportista, devem entrar em consideração, com as diversas etapas que o atleta atravessa. Assentam por um lado, na satisfação diária das necessidades energéticas, através de um adequado fornecimento em calorias (energia) de hidratos de carbono, gorduras, proteínas, água, minerais e vitaminas e por outro, num correcto enquadramento destes alimentos em: ração de treino, ração de competição e ração de recuperação. Estas devem ser devidamente planeadas e cumpridas (felizmente já existem clubes que contratam profissionais para trabalhar em conjunto com os seus atletas este factor que por vezes parece invisivel, mas tão importante ... como um departamento médico ...! ).
RAÇÃO DE TREINO
Corresponde à alimentação de base do atleta, devendo ser uma ração calórica, proteínas, hidratos de carbono e gorduras. O atleta deverá ingerir varias refeições ao longo do dia (6 a 7), sendo a mais importante para o organismo a refeição da manhã (pequeno almoço). A confecção dos alimentos deverá ser de modo a facilitar a sua digestão (dar preferência a cozidos e grelhados). As bebidas alcoólicas, se bem que não tragam qualquer benefício, podem ser consumidas nesta fase desde que moderadamente.

RAÇÃO DE COMPETIÇÃO
Inclui-mos aqui a última refeição antes da competição, a ração de espera e a ração após a competição. Vejamos:
A última refeição antes da competição deverá ser uma refeição equilibrada nos seus constituintes (proteínas, gorduras e hidratos de carbono) e como vimos atrás, de fácil digestão (confecção à base de cozidos e grelhados, com pouca gordura e sem álcool), e que não provoque flatulência (evitar o feijão e a batata). Esta refeição, que deverá ser sempre respeitada e deverá ser ingerida no mínimo 3 a 4 horas antes da competição.
Entre o fim da ultima refeição e o inicio da competição deve-se administrar uma bebida açucarada com o objectivo de evitar as hipoglicémias secundárias à ansiedade provocada pelo jogo. Deve ser composta por água e frutose (açúcar) e eventualmente sais minerais.
A ração durante a competição deve ser administrada no intervalo do jogo tendo por finalidade fornecer energia, água e sais minerais. Há preparados comerciais já prontos a utilizar e a venda em todas as superfícies comerciais, (e agora como ouvimos esta na moda: LIFTOFF).a ração a seguir à competição ou de recuperação tem como objectivo desintoxicar o organismo e reparar as perdas. Deve ser composta a base de queijo, leite, iogurte, fruta, saladas, vegetais Esta refeição deve eser rica em hidratos de carbono, vitaminas e minerais.No dia seguinte há que fazer uma refeição hipercalórica e rica em proteínas, para reposição de energias.

ÁGUA
Uma boa hidratação é fundamental não só porque o rendimento de um atleta diminui com o aumento da desidratação mas também porque certas lesões desportivas (roturas musculares e tendinites) são mais frequentes quando há desidratação. O ideal será que o atleta nunca sinta sede, devendo-se administrar pequenas quantidades de água quer na fase pré-competitiva quer durante a competição.

Se cumprirem estas regras, é possível em segurança colher todos os benefícios do exercício físico e ir até onde a imaginação nos levar…

sábado, 1 de março de 2008

OPINIÃO DE TREINADOR

O QUE TREINAR MAIS INSISTENTEMENTE

Componente Física, Psíquica, Táctica ou Técnica:

O Futebol é um todo. É um fenómeno social complexo que transporta inúmeras variáveis dificilmente controladas por que quer que seja. Para os treinadores importa identificar aquelas que mais condicionam a prestação dos jogadores, no sentido de fazer convergir as ideias do treinador com os comportamentos dos jogadores. Os treinadores que melhor conseguirem moldar os seus atletas, “coagindo-os” a fazer as escolhas mais correctas, são aqueles que controlam o máximo das variáveis em jogo, são, porventura, aqueles que mais sucessos terão. De forma a tornar o futebol, um fenómeno menos complexo definiram-se quatro universos que simplificam o trabalho do treinador: a condição física, a interpretação táctica, a qualidade técnica e a estrutura mental do atleta. É certo que todas as parcelas anteriores participam no rendimento individual e colectivo de uma equipa de futebol, mas essa participação é feita de forma global e, para mim de forma completamente indecomponível. Na minha opinião, se um atleta não responde aos estímulos em jogo (porque “corre pouco”), não é líquido que esteja mal fisicamente, pode, eventualmente, estar completamente excluído tacticamente ou, porventura, não reunir as competências psíquicas que são exigidas. Contudo, de forma a tornar este artigo menos complexo, aceitaremos a ideia de que um jogador de futebol é composto por quatro baterias, sendo que a inoperatividade de uma delas condiciona o funcionamento do todo. Defino condição física como a capacidade de responder aos estímulos que são exigidos nos diferentes episódios do jogo. A interpretação táctica decorre da assertividade nas escolhas, da “sintonia” entre aquilo que o atleta faz em campo e aquilo que o treinador preconiza. A qualidade técnica é o veículo facilitador – um atleta dotado tecnicamente consegue responder com menos esforço ao que lhe é solicitado e se, se esforça menos, recorre pouco à “bateria” da condição física, o que é aconselhável. A estrutura mental de um atleta é tudo o que norteia o comportamento e tudo aquilo que permite um equilíbrio que, muitas vezes, se perde por via da fadiga. Um atleta equilibrado consegue manter discernimento em fadiga, algo que, muitas vezes, não ocorre.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O JOGO...A BOLA...

Num jogo de futebol, os jogadores exercem forças na bola que se detectam pelos seus efeitos, como deformação da bola, modificação do seu estado de repouso ou de movimento e variação da velocidade. Diz-se, então, que uma força é toda a acção capaz de modificar o estado de movimento de um corpo ou de lhe causar deformação. As forças traduzem a interacção entre os corpos e podem ser exercidas por contacto ou à distância. Quando o jogador dá um pontapé na bola, fazendo com que ela mude de direcção, aplica-lhe uma força de contacto, ou seja, há uma interacção entre o pé e a bola. Aqui, há a considerar duas forças iguais e opostas que constituem um par acção-reacção. Isto significa que as forças actuam sempre aos pares, ou seja, à acção do jogador sobre a bola corresponde sempre uma reacção igual e oposta que a bola exerce no jogador.
Qualquer corpo oferece uma resistência à alteração do seu estado de repouso ou de movimento que se designa por inércia. Esta será tanto maior quanto maior for a massa do corpo. Assim, se chutarmos uma bola de futebol e uma pedra do mesmo tamanho com igual força, a bola irá atingir uma dada velocidade, enquanto a pedra pouco ou nada se moverá do seu lugar. Embora as forças exercidas sejam iguais, os seus efeitos são diferentes, porque a massa da pedra é maior do que a bola. A pedra resiste mais à alteração do estado de repouso, logo a sua inércia é maior, enquanto que a inércia da bola é muito baixa.
Quando se chuta uma bola, ela adquire uma dada velocidade. Então, porque será que a bola pára ao fim de algum tempo? A bola vai diminuindo lentamente a sua velocidade até parar devido ao atrito entre a bola e o chão. O atrito é uma força que se opõe ao movimento da bola devido à interacção desta com uma superfície. Quanto mais rugosas forem as superfícies em contacto, maiores serão as forças de atrito. Se não existisse atrito, a bola mover-se-ia em linha recta com velocidade constante e não parava. As chuteiras dos jogadores têm pitões para aderirem bem à relva, que é uma superfície irregular. A rugosidade e a natureza da borracha permitem aumentar o atrito, tornando o movimento dos jogadores mais seguro. Quando andamos ou corremos é a força de atrito que nos empurra. Para nos deslocarmos, os sapatos exercem no solo uma força para trás. A força de atrito, que se opõe a este movimento, empurra-nos para a frente. Quando as solas dos sapatos são muito lisas e o pavimento é polido a força exercida pelo sapato para trás não faz surgir qualquer atrito e… escorregamos!
Uma bola em movimento no ar está sujeita a forças aerodinâmicas causadas pela pressão e viscosidade do meio, como a força de arrasto e a força de sustentação. A força de arrasto é a resistência que o ar oferece à passagem da bola, porém, ao contrário do atrito entre duas superfícies sólidas, a força de arrasto não é constante – ela depende da velocidade com que a bola se move em relação ao ar. A “crise do arrasto” é a súbita redução que a resistência do ar sofre quando a velocidade da bola aumenta além de um certo limite. A velocidade máxima que jogadores profissionais conseguem dar à bola é da ordem de 25 a 30 m/s, podendo atingir os 35 m/s. Portanto, a bola de futebol ultrapassa a velocidade de crise muitas vezes durante uma partida.
Por outro lado, devido às propriedades da força de arrasto, uma bola rugosa oferece menos resistência ao ar do que uma bola lisa. Este fenómeno pode parecer estranho, mas é o que realmente acontece. A rugosidade da bola diminui a resistência do ar, a altas velocidades. Por isso é que as bolas de golfe possuem orifícios – assim atingem distâncias maiores. Algumas bolas de futebol modernas inspiraram-se na de golfe, apresentando os mesmos orifícios característicos.
A força de sustentação surge quando a bola gira em torno do seu centro, produzindo o chamado efeito Magnus. Este manifesta-se quando um jogador chuta a bola e, dependendo de onde ocorre o contacto do pé com a bola, é possível imprimir-lhe uma rotação capaz de alterar a sua trajectória rectilínea. Ao girar sobre o seu próprio eixo a superfície da bola sofre o atrito do ar. Isto influi na velocidade com que o ar passa em seu redor – na parte superior da bola, o ar é mais rápido; na inferior, mais lento. Devido a esta diferença de velocidade, ocorre uma diferença de pressão entre a parte de cima e a de baixo. A diferença de pressão faz com que a bola se desvie da sua trajectória normal, produzindo o efeito Magnus. A sua intensidade e influência na trajectória da bola dependem de vários factores. A superfície áspera da bola e a grande velocidade de rotação, em relação à velocidade de voo, aumentam o efeito. Já a influência na trajectória manifesta-se, principalmente, nas bolas mais leves. Em linguagem comum, diz-se que o jogador chutou com “efeito”. Alguns dos golos mais famosos de Pelé e Maradona resultaram de magníficas jogadas com “efeito”, também a trivela do Quaresma
Apesar do seu potencial, existe pouca informação sobre o assunto e, por incrível que pareça, o futebol ainda não é utilizado, nas escolas, como uma estratégia para fazer passar determinados conceitos da Física. Para quem quer compreender as leis do movimento, estudar Física através do futebol é, certamente, uma das formas mais aliciantes de o fazer, pelo que espero ter contribuído para despertar os mais curiosos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

CHEGOU O FRIO... CUIDADOS A TER A NÍVEL DE TREINO

O frio obriga-nos a ter alguns cuidados a nível de treino, sobretudo como planeámos o treino. Assim sendo, aqui ficam algumas sugestões/dicas:
- Devemos começar o treino com uma evolução lenta e gradual, para que o corpo/organismo se adapte.

- O chamado "Aquecimento" deve ser muito mais demorado que o normal. Pelo menos entre 20 a 30 minutos.

- É fundamental fazer-se alongamentos na parte inicial e na parte final do treino.

- Deve beber-se bastante água, principalmente quando o corpo está mais quente.

- A intensidade aconselhável ronda os 50% a 70% da frequência cardiaca máxima (FCM). 1º- A FCM pode ser calculada assim: FCM= 220 - Idade. 2º- Depois calculamos a percentagem: 50 ou 70 X FCM : 100. 3º- Seguidamente tiramos a pulsação durante 15 segundos e multiplicamos por 4. 4º- O valor obtido deverá estar entre 50% e 70% da FCM calculada no ponto 2. Acima de 70% estamos a trabalhar numa intensidade elevada e abaixo de 50% estamos a trabalhar numa intensidade baixa.

- Os atletas devem usar mais peças de roupa, mas sem exageros. É preferível ao longo do treino ir tirando roupa, do que iniciar o treino com frio. A pele precisa de respirar.

- Evitar treinos com muitas paragens.

- No final do treino é fulcral tirar rapidamente o equipamento de treino, tomar um bom banho em água quente (sem ficar a demolhar) e agasalhar-se bem.

- Usar sempre, em contacto com a pele, uma camisola interior em lã se possível, porque é um produto que tem excelentes propriedades de absorção do suor.

- Ter muita atenção com o aquecimento dos guarda-redes. Nunca começar com potentes remates à baliza, nem com situações que obriguem os GR a fazerem rápidas movimentações entre os postes. Começar com batimentos legeiros de bolas e à medida que vão "aquecendo" pode-se intensificar um pouco mais os exercícios.

- Não esquecer de realizar exercícios para as mãos/punhos e para os tornozelos/pé, porque são zonas que se não forem bem estimuladas ("aquecidas") podem gerar mau estar no atleta e falta de pre-disposição para o treino.

- Utilizar jogos lúdicos na fase de "aquecimento" pode ser um bom trunfo para fazer com que os atletas esqueçam o "frio".

- A melhor bebida para o treino/jogo será sempre água natural.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

PALAVRAS SIMPLES

SIMPLICAR ALGUNS TERMOS


Por vezes ouvimos ou lemos alguns termos ou definições que não compreendemos bem, no que toca a tópicos relacionados directamente com o treino, por isso mesmo resolvemos aqui colocar alguns e ajudar a que sejam melhor entendidos.


FISIOLOGIA DO EXECÍCIO- área de conhecimento que estuda o funcionamento do organismo durante e após a actividade física.
ADAPTAÇÃO AGUDA- alterações orgânicas e funcionais que ocorrem durante e após o esforço (ex. da sensação retardada de dor muscular).
ADAPTAÇÃO CRÓNICA- alterações orgânicas e funcionais que ocorrem no organismo como resultado da actividade física sistemática (treino).


MUSCULOS:
Esternocleidomastoideo (pescoço);
Trapézio (ombro);
Deltóide (parte trás ombro);
Grande peitoral (peito);
Bicípede braquial (parte cima braço);
Tricípede braquial ( parte baixo braço);
Grande dorsal (meio costas);
Oblíquo externo e interno (abdominais - parte lateral do corpo);
Recto abdominal (abdominais - parte da frente);
Grande nadegueiro (rabo);
Psoas-ilíaco – flexor anca (coxa);
Longo adutor (parte interior da coxa);
Quadrícipetes (parte superior da coxa);
Bicípede femural – flexor perna ( parte trás da coxa);
Gémeos ( barriga da perna);
Solear ( abaixo da barriga da perna);
Tibial anterior (canela).


FREQUÊNCIA CARDÍACA- é o número de ciclos cardíacos que ocorrem durante 1 minuto.
DÉBITO CARDÍACO- é o volume total de sangue bombeado pelo ventrículo esquerdo durante 1 minuto.
FADIGA- incapacidade de manter uma determinada intensidade do exercício, ou seja, traduz uma diminuição mais ou menos acentuada da capacidade funcional do indivíduo. Os sinais identificativos são: declínio da velocidade máxima de um determinado movimento; redução dos valores máximos da força; aparecimento de tremor muscular; alterações do gesto técnico.
TONICIDADE- a tonicidade garante as atitudes posturas, mímicas de onde emergem todas as actividades motoras humanas – tem papel fundamental no desenvolvimento motor e psicológico.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

TREINADOR CONSCIENTE

"Perfil do Treinador Consciente"

Um treinador deve obedecer a certos princípios, sendo um dos mais importantes o sentido de responsabilidade. Deve-se salvaguardar que um treinador deverá ter titulação reconhecida, evitando entregar o comando de uma equipa em formação a treinadores "furtivos", ainda que sejam engenheiros ou médicos, porque poderá acontecer que, ao contrário de ajudar, estejam a prejudicar o futuro desportista.
Até agora, o atleta foi sempre o objecto da valorização, pois toda a investigação lhe esteve direccionada, e melhorou de tal modo que cada vez se conhece melhor os atletas e mais os podemos ajudar. É neste ponto, "ajudar", que surgiram nos últimos tempos dúvidas sobre se o treinador é o adequado, ou tem conhecimentos suficientes para formar os atletas, isto é, conhecer o nível do treinador e saber até onde pode chegar.
Certamente que algumas pessoas, que não têm qualquer titulação desportiva, se escondem atrás dos resultados dos atletas para não aumentar a sua formação ou nível, nem realizar os cursos de treinador. Mas isto leva-nos a colocar uma questão: Não ajudariam mais os atletas aumentando os seus conhecimentos?
É óbvio que quanto mais "saibamos", maior será a ajuda que poderemos dar aos nossos atletas .
A formação contínua é uma obrigação a ter em conta. A auto-actualização deve ser um conceito presente na mentalidade de todos. Deve-se evitar que um treinador se "congele" nos seus logros. É sempre bom ter uma teoria geral segura, e solidamente assente numa base científica, que poderá servir de guia no processo de treino, mas deve sempre haver uma reciclagem contínua dos conhecimentos, bem como ser permeável a novas teorias. A frequência a Cursos, Congressos, Colóquios, etc., são elementos formativos que aumentam o reportório e a base de conhecimentos de qualquer treinador.
Já diziam a minha avózinha. “ O SABER NÃO OCUPA LUGAR “

ANÁLISE ESTATISTICA

ANALISE
Uma das formas mais utilizadas para se avaliar o desempenho no jogo é a análise estatística. Representada por uma observação numérica das ocorrências dos indicadores de jogo, a estatística pode ser considerada uma técnica quantitativa, descrita por Knudson e Morrison (2001) como uma medida de desempenho baseada em números. Segundo Martin e Gross (1990), ela fornece informações relevantes e objectivas, que servem como uma base construtiva para avaliar o desempenho. O objectivo de se obter este tipo de informação é dar aos técnicos e atletas informações sobre o jogo de maneira que os desempenhos subsequentes possam ser melhorados. A estatística de jogo é utilizada mundialmente e existem critérios que definem previamente cada um desses indicadores para garantir a objectividade das observações e da quantificação. Esses mesmos critérios são utilizados em competições internacionais (Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais) como também em competições nacionais e regionais tanto para o masculino, quanto para o feminino. No entanto, um jogador não pode ser avaliado simplesmente em função do número de golos que faz. Os aspectos que demonstram a habilidade de um jogador vão muito além da sua capacidade de finalização. Assim a estatística é um meio precioso para o trabalho do treinador, de forma que pode mostrar o volume de jogo do jogador, em função do volume de sua equipa, mostra o aproveitamento dos remates, a sua eficácia nos passes, enfim, enquadra o jogador num contexto maior. Sem nunca se poder considerar que seja o único meio de análise do jogo, como scouting isoladamente não o é. Os indicadores de jogo avaliados na estatística são um conjunto das principais acções técnico-tácticas do jogo. Podem ser representados pelas situações ou ocorrências possíveis de serem observadas e quantificadas em situação de jogo, para serem transformadas em percentagens de rendimento. Por exemplo: um remate concretizado, uma bola recuperada, uma falta, entre outras. A análise conjunta dos indicadores de jogo é responsável por fornecer dados importantes aos técnicos e atletas para que possam estabelecer estratégias adequadas para os jogos e também para os treinos, objectivando a melhoria do desempenho individual e colectivo. Pode-se também considerar a importância da estatística de jogo para os meios de informação que divulgam os resultados e os utilizam para complementar as análises e comentários técnicos e tácticos do jogo. Tendo em consideração o conjunto de dados a retirar da estatística efectuada, existem variadas formas de a realizar, sendo o mais usual as folhas de registo das principais acções técnico-tácticas, pelo que não existe uma uniformização das fichas de registo mas sim, adaptações a cada equipa ou pessoa que esteja a realizar.
Deste modo pode ser observado:- Circulação de bola (passes);- Recuperações ou perdas de bola;- Controlo e condução de bola;- Intercepções;- Tempo de posse de bola;- Assistências;- Remates;- Acções do jogador pertencente à equipa atacante, desmarcações de apoio, de ruptura;- Acções do jogador pertencente à equipa em situação de defesa, trocas defensivas, pressing;- Acções por sectores (defensivo, ofensivo).

MOTIVAR OS ATLETAS

Para que o treino não se torne monótono para os atletas, o treinador deve utilizar métodos de treino inovadores e que vão ao encontro das necessidades e características dos atletas que o treinador dispõe.

Dar oportunidades aos atletas para jogarem a nível de jogos oficiais. Todos os atletas gostam de se sentirem úteis à equipa.

O treino é para todos e não apenas para os titulares.

Estabelecer objectivos colectivos. Estabelecer objectivos individuais aos atletas, tais como: em 10 jogos marcar 20 golos, fazer tantos pontos, etc.

Não ser um treinador de rotinas a nível de opções táctico/técnicas, de opções organizativas (viagens/estágios), de treinos e de discurso para com os atletas.

Saber estabelecer diálogo com os atletas e não ser só o treinador a falar, pois os atletas gostam de ser ouvidos e gostam de partilhar ideias. E quando o treinador ouve os atletas é mais fácil “combater” possíveis índices de desmotivação no seio dos seus jogadores.

É importante estabelecer regras, mas mais importante é o cumprimento das mesmas. Ser treinador não é só ter um apito ao pescoço e “comandar” uma equipa dentro de campo. É fundamental lembrarmo-nos que os atletas são pessoas e têm “vida” para além do treino/jogo, ou seja, temos de ser muito mais que simples treinadores.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

SESSÃO DE TREINO - II


ELABORAÇÃO DA SESSÃO DE TREINO


Este processo materializa o raciocínio criador do treinador tirando proveito da sua capacidade, conhecimento e experiência. Segundo Teodorescu (1984) as principais operações a realizar são:
- estabelecer os temas e os objectivos da sessão;
- estabelecer o tipo de sessão (aprendizagem, repetição…);
- estabelecer os exercícios para atingir os objectivos definidos;
- estabelecer o conteúdo, forma e duração das partes preparatória, principal e final;
- definir o material necessário;
- respeitar os princípios pedagógicos e metodológicos do treino;
- e por fim, transcrever o plano de treino.


A SESSÃO DE TREINO

DURAÇÃO DA SESSÃO DE TREINO:
Segundo Bompa (1993) as sessões de treino são consideradas:
- pequenas (entre os 30-90 minutos);
- médias (entre os 90-180 minutos); (as mais utilizadas)
- grandes (mais de 180 minutos).
Nos JDC a duração das sessões de treino é mais consistente. Nos desportos individuais há mais variações.



ESTRUTURA DA SESSÃO DE TREINO:
Numa primeira análise a sessão de treino deve ser encarada como uma única parte, todavia, e em função do ponto de vista da actividade fisiológica do organismo dos praticantes pode-se considerar como tendo 3 ou 4 partes fundamentais:


Parte introdutória:
Nesta, o treinador deve explicar de forma breve:
- os objectivos planeados para a sessão;
- a forma como se pretende atingir esses objectivos;
- aumentar a motivação e vontade dos praticantes;
- a organização da sessão.
Pode ou não ser utilizada. Depende essencialmente do nível de treino do praticante. Com principiantes, no período preparatório, é fundamental, contudo, não deve durar mais de 5 minutos.

Parte preparatória:
Esta representa 15 a 20% do volume total do treino (20 a 30 minutos) e tem por objectivo aumentar a actividade dos diferentes sistemas funcionais por forma a preparar o organismo para a parte seguinte do treino.
Pode-se ainda distinguir 2 períodos:
- geral: com o recurso a exercícios de preparação geral que estimulam a actividade dos principais sistemas funcionais (entre 15 a 20 minutos);
- específico: visa estimular selectivamente o sistema de comando e o aparelho motor que irão ser solicitados de forma directa na parte principal do treino (entre 5 a 10 minutos);

Parte principal:
Esta representa entre 50 a 70% do volume total de treino (60 a 80 minutos) e tem por objectivo o desenvolvimento ou manutenção de níveis de rendimento previamente programados.
Basicamente deve ser organizada da seguinte forma:
Parte final:
Esta representa entre 10 a 15% do volume total de treino (10 a 15 minutos) e tem por objectivo assegurar a redução do trabalho de forma a levar o organismo a um estado próximo do seu estado de repouso, assegurando as condições para a recuperação.




terça-feira, 13 de novembro de 2007

CÓDIGO DEONTOLÓGICO DO TREINADOR

CÓDIGO DEONTOLÓGICO DO TREINADOR

Do treinador consigo próprio:
- Conhecer bem as matérias e procurar sempre aumentar a profundidade desse conhecimento
- Estimular em si próprio o desejo de aprender
- Melhorar a sua capacidade de ensinar
- Procurar transmitir sempre seriedade e entusiasmo no trabalho que realiza
- Esforçar-se por ser honesto, paciente e imparcial
- Tentar estimular em si o espírito combativo, o equilíbrio emocional, a atenção e a capacidade de iniciativa
- Respeitar-se a si próprio, respeitando os atletas
- Ser disciplinador e coerente na sua acção
- Ser sincero
- Ter boas relações com os outros treinadores, dirigentes, membros da equipa técnica, orgãos de comunicação social, pais dos atletas, árbitros e, principalmente, com os atletas.

Do treinador com os outros treinadores:

- Respeitar todos os treinadores, as suas ideias sobre a técnica, a táctica ou as metodologias, mesmo se forem contrárias às suas;
- Emitir publicamente juízos positivos ou negativos sobre os outros treinadores;
- Procurar ser membro de uma associação representante da classe, porque isso lhe vai oferecer um importante conjunto de referências para a actividade desenvolvida, constituindo ao mesmo tempo um lugar de encontro e troca de ideias, um modo de verificar e confrontar algumas teorias e posições que são para si defensáveis;
- Não emitir falsos elogios - pois é muito difícil criar amigos, mas é preciso muito pouco para se criarem inimigos;
- Nunca discutir com os outros treinadores, na presença dos atletas, sobre as suas concepções técnicas e tácticas, devendo procurar que isso se faça mas, em privado;
- Nunca copiar um colega podendo, no entanto, adaptar alguma ideia de outro, ajustando-a às suas necessidades, às possibilidades do seu clube, da sua equipa ou dos seus atletas, não esquecendo nunca de referenciar a fonte de origem;
- Ser estimado pelos outros treinadores é o maior cumprimento que alguém pode receber;
- Acreditar que é sempre possível aprender alguma coisa com os outros treinadores, sejam eles quem forem.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

PERSONALIDADE E COMPETÊNCIAS DE UM TREINADOR


Características da Personalidade de um Treinador:

- Ser um líder
- Aptidão para criar um grupo ou equipa
- Ter imaginação- Afastamento ou aproximação
- Espírito combativo
- Sentido de Humor
- Ser firme
- mente forte
- Serenidade e dignidade
- Independência, decisão e coragem
- Ter entusiasmo
- Saber reagir face ao resultado

Competências do Treinador:

Competências Técnico/Desportiva
Saber Comunicar
Credibilidade

Aproximação positiva
Comunicar com coerência

Saber Ouvir
Aprender a ouvir
Ouvinte activo
A comunicação não verbal

Competências Táctico/Estratégicas
Dimensão Conceptual
Descrição e análise da situação
O responsável pela construção do modelo
Elaboração de programas de acção

Dimensão Estratégica
Recolha de dados e a elaboração de planos
Orientação e constituição da equipa
Reuniões com a equipa

Dimensão Táctica
Direcção durante a competição
Direcção durante o intervalo da competição
Direcção logo após o terminus da competição

SESSÃO DE TREINO

A SESSÃO DE TREINO


A sessão de treino é a forma mais simples de estruturação do processo de treino. No entanto, é a principal ferramenta ao dispor do treinador.

TIPOS DE SESSÕES (UNIDADES) DE TREINO
Existem diferentes tipos de sessões de treino que podem ser utilizadas durante o treino, as quais são determinadas, por um lado pelo nível de rendimento dos praticantes ou das equipas, e por outro, pelo período de planeamento anual em que estes se situam.
Segundo Teodurescu (1984) e Bompa (1993) as sessões de treino podem ser dos seguintes tipos:



- Sessões de treino para conhecer os praticantes/equipa.
Estas sessões têm por objectivo o diagnóstico do estádio de preparação física, técnica, táctica… dos praticantes ou das equipas. As informações aí recolhidas são importantes para o estabelecimento de objectivos e conteúdos das unidades de treino.
Este tipo de sessões de treino é utilizado especialmente no ensino de principiantes, após uma longa interrupção no processo de treino ou quando um treinador assume a direcção de uma oca equipa.


- Sessões de treino de aprendizagem.
Têm por objectivo fundamental a assimilação de comportamentos tácticos e procedimentos técnicos essenciais ao desenrolar eficaz da actividade competitiva. São sessões de treino com poucos exercícios, executados a um nível de intensidade e densidade reduzidos (sem fadiga).

- Sessões de treino de repetição.Têm por objectivo:
- O desenvolvimento/manutenção do nível de qualidade motoras de suporte aos gestos técnicos da modalidade;
- O aperfeiçoamento dos comportamentos técnico - tácticos individuais e colectivos;
- A integração de procedimentos técnico - tácticos em regimes físicos máximos; A frequência de utilização deste tipo de sessão aumenta progressivamente em função do aumento do n.º de unidades de treino por microciclo. A predominância destas sessões é de corrigir, precisar e manter o ritmo e tempo de execução de comportamentos fundamentais para a competição.

- Sessões de treino de controlo (verificação).
Têm por objectivo fundamental a apreciação, o mais exacta possível, do progresso do rendimento dos praticantes ou da equipa, quer ao nível físico, técnico, táctico e psicológico. Nos desportos individuais esta avaliação é mais exacta (metros, segundos…). Nos JDC utilizasse jogos treino, através do qual a apreciação é realizada sobre critérios base, tendo em conta a correcção, a oportunidade e eficácia da execução dos procedimentos técnico - tácticos.


- Sessões de treino de mistos.
São as mais frequentemente utilizadas, pois combinam vários objectivos pedagógicos e diferentes processos de treino:
- Objectivos de aprendizagem combinada com objectivos de aperfeiçoamento;
- Treino individual e em grupo; - Solicitação de esforços de predominância aeróbia e anaeróbia; - Treino em circuito ou por intervalos; - Treino técnico e de preparação física e táctica. etc… Estas sessões têm grande intensidade e densidade de exercícios, diminuindo o volume. Normalmente utiliza-se uma pequena competição no final do treino, de forma a promover a aplicação real prática dos aspectos que foram treinados durante a sessão.

A FORMA DA SESSÃO DE TREINO

A eficácia da sessão depende grandemente da sua organização. Esta deverá permitir o desenvolvimento dos meios para atingir o objectivo desejado, tendo em conta as características da modalidade e as particularidades individuais. Segundo Platonov (1988) e Bompa (1993) as sessões de treino podem ser organizadas nas seguintes formas:

- Em grupo. São constituídas por um n.º limitado de praticantes e fundamentalmente utilizadas nos JDC. Esta forma de organização desenvolve o espírito de grupo e as qualidades volitivas dos praticantes, contudo é mais difícil controlar a qualidade dos exercícios e o contacto individual entre o treinador e o praticante.

-Individualmente. Os praticantes realizam a sessão de forma autónoma de forma a cumprir as tarefas que lhe foram atribuídas. Estas sessões permitem o controlo individual do esforço, estimulam a autonomia e a resolução criativa dos problemas propostos. Contudo, não recria as condições da competição.

- Mistas: Resultam da combinação das duas formas referidas anteriormente.Durante a parte inicial os praticantes realizam diferentes exercícios em grupo, e durante a parte principal cada praticante tem planos individuais de acordo com objectivos específicos. No retorno à calma voltam a executar exercícios de recuperação em grupo.

- Livres: Estas devem ser limitadas exclusivamente aos praticantes de elevado nível de rendimento. Desenvolvem a confiança entre o treinador e os praticantes, todavia minimiza o controlo do treino. Contribui ainda para a participação consciente do praticante, a sua independência, bem como a sua maturidade na resolução das tarefas

terça-feira, 6 de novembro de 2007

BENEFÍCIOS DA ACTIVIDADE FÍSICA

Está provado que actividade física é benéfica para o organismo. A simples caminhada, agora tão na moda, o desporto seja em equipa ou individual, traz benefícios dos quais passamos a enumerar vários:

- Melhora a circulação sanguínea corporal diminuindo o trabalho cardíaco;
- Manutenção do peso corporal;
- Melhora dos níveis do "colesterol bom";
- Previne e controla a hipertensão arterial;
- Diminui a perda óssea;
- Diminui a quantidade de gordura corporal;
- Acaba com o sedentarismo (também factor de riscos de acidente coronariano);
- Aumenta os níveis de energia (mais disposição);
- Ajuda a controlar o stress;
- Ajuda a relaxar, liberando as tensões do dia a dia;
- Melhora a habilidade de dormir mais rápido e melhor;
- Melhora a auto-estima;
- Controla a ansiedade e depressão;
- Melhora o entusiasmo e optimismo;
- Aumenta a força muscular e a flexibilidade, aumentando a sua capacidade para realização de outras actividades físicas;
- É uma maneira de aumentar o seu tempo com amigos e parentes;
- Estabelece hábitos saudáveis na criança;
- Em pessoas da 3a. Idade ajuda a prever doenças associadas a idade, mantendo, ou melhorando, a qualidade de vida e prolonga a independência de outras pessoas.

sábado, 3 de novembro de 2007

QUERO SER JOGADOR DE FUTEBOL

Um dia, o meu pai decidiu levar-me com ele a ver um jogo de futebol. Nunca tinha visto nenhum jogo num estádio de futebol, e estava nervosíssimo, pois os meus amigos já me tinham falado da sensação fantástica que era assistir ao vivo a um jogo.
A minha vida mudou completamente no momento em que entrei e subi os degraus daquele estádio, o palco autêntico de tudo o que eu tinha até ali ouvido falar e agora podia viver em pleno.
O som vindo das claques, as bandeiras a agitarem no ar as emoções dos adeptos, o sorriso dos espectadores que exprimiam todas as emoções daquele momento, tudo contribuía para o êxtase que seria vivido se eventualmente acontecesse o clímax total do golo, ponto máximo de um espectáculo de futebol.
As equipas são o espelho do adepto. As escolhas do treinador geram polémicas e discussões entre o público, mas tudo faz parte da emoção. Apenas sei uma coisa, é que a minha equipa é a minha vida, é o prolongamento de mim p
róprio, do meu grupo, de tudo em que acredito.
Mas há um segredo supremo que nem ouso falar nem ao meu melhor amigo e confidente, declaro-o aqui : QUERO SER JOGADOR DE FUTEBOL !!!

Jogo à bola todos os dias, no quintal da minha casa, prolongamento do campo de futebol e da vida, e também me vou inscrever na escolinha de futebol onde jogam os meus amigos, e sei que um dia estarei lá, no meio do espectáculo, e serei eu o espectáculo, serei o craque igual aos craques que hoje me fazem sonhar em ser o rei, voar mais alto que todos, e gritar mais alto “Gooooooooooooolooooo, ………. Goooooooooolo”, e ouvir o meu nome a entoar no meio da claque… Quando eu for grande …
... QUERO SER JOGADOR DE FUTEBOL!!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

ANTEVER E PREVER ... PARA VENCER

Semanalmente, é função de treinadores e atletas prepararem o jogo seguinte, com o intuito de o vencer. Trabalham com um objectivo, em função de determinado contexto, tendo em conta o próximo jogo/adversário. Contudo, razões de vária ordem levam-nos ao “stress” e à incerteza do comportamento, do acontecimento, da decisão e do resultado. Portanto, e simplificando a questão, nada melhor que preparar a equipa para menos incertezas, menos indefinições, menos stress e obviamente, mais e melhor rendimento. Uma das formas de lidar com a incerteza é usar a visualização do que vai acontecer, antevendo e prevendo os acontecimentos que possam surgir ao longo do jogo, em função do resultado e do contexto táctico-estratégico adoptado pelo adversário. Planeando estes acontecimentos e explorando a capacidade do “atleta pensante”, diminuímos de sobremaneira o grau de incerteza (de stress). Neste plano mental e táctico-estratégico do jogo (que também deve ser treinado), o treinador tem papel preponderante e fundamental. Hoje em dia, no futebol de rendimento superior e de top torna-se fundamental conhecer o adversário que se vai defrontar, o seu modelo de jogo predominante, as suas “nuances estratégicas”, os seus esquemas tácticos, as suas rotinas, os seus fundamentos defensivos, ofensivos e de transição, a sua organização colectiva e individual, e claro, analisar as características dos atletas mais evoluídos no contexto colectivo, caracterizando as suas acções predominantes. Antevendo e prevendo, realizando este planeamento/estudo sobre a equipa adversária, é seguir o caminho da certeza em detrimento da incerteza, da confiança em detrimento do stress, da vitória periódica em detrimento da vitória esporádica. Antevendo, prevendo, planeando e treinando em função do adversário seguinte (sem nunca descaracterizar o nosso modelo de jogo e trabalhando em função dele) é importante para vencer mais vezes e atingir níveis de rendimento superior. Mas não é só papel do treinador este “trabalho de casa” em relação ao adversário. O atleta pode e deve, adquirir por si próprio, dados e características referentes à equipa (no seu todo e nas suas partes) adversária, visualizando jogos e com base no seu conhecimento do jogo, preparar-se melhor para o jogo, antevendo acontecimentos, diminuindo incertezas. Preponderante na preparação de qualquer jogo da época será o nosso atleta saber o que faz em campo, para onde se desloca e porque se desloca, não correndo muito mas correndo bem, ocupando espaços e criando desequilíbrios. Isto só se consegue com o treino, com o exacerbar princípios e sub princípios do nosso modelo de jogo. O atleta está melhor preparado (diminuindo o seu grau de incerteza) se souber quais as suas tarefas de acção colectivas e individuais que tem de desempenhar no jogo, em consonância com o nosso modelo de jogo e em função de determinado adversário. E isto não se conseguirá correndo à volta do campo, subindo bancadas, saltando barreiras, contornando sinalizadores ou levantando barras de ferro. Isto adquire-se no campo, com o treino, em função dos objectivos e de um modelo de jogo definido pelo treinador. É portanto, tarefa do treinador, elucidar os seus atletas o mais cedo possível (no microciclo semanal de treino) relativamente às características e comportamentos da equipa adversária, pois uma equipa preparada e prevenida com antecedência, ficará mais próxima de alcançar os objectivos a que se propõe. Depois de conhecida a informação acerca do adversário, o atleta poderá começar a pensar e a visualizar como pode desempenhar as suas tarefas da melhor maneira. Ao treinador caberá a elaboração do “plano de jogo”, antevendo e prevendo os problemas que poderão suceder, preparando e planeando as soluções para as diferentes situações do jogo, não sendo surpreendido nem apanhado “desprevenido”. Uma equipa surpreendida e desprevenida é uma equipa em dificuldade. E para que não se pense (erradamente) que apenas as equipas que têm observadores ou “olheiros” podem fazer este tipo de planeamento, ao treinador que defronta aquele adversário pela primeira vez e/ou que não teve oportunidade de o observar antecipadamente, pede-se que nos primeiros instantes do jogo esteja ainda mais concentrado e atento à equipa adversária (não descurando os comportamentos da sua equipa) para que possa o mais rápido possível criar na sua mente um “plano de jogo” em função do modelo de jogo e do contexto táctico-estratégico adoptado pelo adversário, elucidando assim que possa, os seus atletas sobre os comportamentos do adversário. Em todo o processo, o mais importante somo nós, a nossa equipa, o nosso modelo de jogo e os nossos comportamentos colectivos (princípios e sub-princípios). É acreditar no que se treina, jogar de acordo com o que se treina e ser coerente. Contudo, não descuremos o adversário porque conhecendo-lhe as fraquezas poderemos torná-lo mais débil (escondendo também assim as nossas fraquezas) e derrotá-lo.